Miro Ramos e Renan Muniz comentam a era Bento Gonçalves, as finanças do clube, o retorno de Oliveira, a possibilidade de uma categoria de base e ainda deixam um recadinho para os torcedores da Veterana.
05 de maio de 2002, o dia em que a Caldense se tornou campeã mineira. Foi a primeira e única vez que um time de longe da região metropolitana de Belo Horizonte conseguiu alcançar esse feito. A competição contou com apenas oito participantes, pois Cruzeiro, Atlético e América estavam descontentes com a renda proveniente do Campeonato Mineiro e decidiram jogar a extinta Copa Sul Minas, que parecia ser mais lucrativa. Pelo fato de os times grandes não terem participado dessa edição do estadual, a Caldense foi “amaldiçoada” com um asterisco em seu título. Mas se engana quem pensa que o caminho para o triunfo foi fácil. A pré-temporada para a Veterana começou de maneira despretensiosa. O elenco era enxuto e a imprensa estava desacreditada. O time treinava duro. Internamente todos sabiam do potencial da equipe. Mas ao longo da caminhada, foram inúmeros obstáculos, dentro e fora de campo. Elenco campeão mineiro de 2002 O grupo era muito unido, um corria pelo outro. É o que ...
A Veterana está sendo representada no concurso “Gata do Mineiro 2017” pela belíssima Modelo Fotográfica Brenda Santelle, de 22 anos. Ela é natural de Itabira, mas mora em Belo Horizonte. O primeiro ensaio foi feito em um campo de futebol, trajando o uniforme da Veterana. As imagens foram divulgadas no final de mês de março e podem ser vistas através do link: http://torcidalamaverde.blogspot.com.br/2017/03/conheca-brenda-santelle-gata-da.html Já para o segundo ensaio, o ambiente escolhido foi uma piscina e trajes de banho nas cores verde e branco. As fotos foram publicadas esta semana e ilustram esta matéria. A votação estará aberta ao público até o dia 07/04. Os torcedores devem visitar o site http://gatadomineiro.com.br/ e escolher a mais bela musa. Encerrado o prazo, as seis mais votadas irão para a semi-final e posteriormente as três melhores para a final. O anúncio da grande vencedora será feito no dia 09/05 ao vivo na TV Alterosa.
De um nome abreviado em uma ficha de imprensa surgiu uma lenda, José Lopes se tornou Jota Lopes. Nascido na Bahia e criado em São Paulo, “Jotinha” chegou à Caldense para se tornar um dos maiores jogadores da história do clube. Nesta entrevista com Renan Muniz, o ex-atleta falou sobre sua carreira. Renan Muniz - Como foi sua trajetória no futebol? Jota Lopes - Comecei a jogar quando criança. Treinei nas categorias de base do Corinthians e do Palmeiras. Um dia Hernandes Fausto Morais me viu jogando, gostou do meu desempenho e me trouxe para fazer um teste na Caldense, fui aprovado. Joguei na Veterana de 1969 a 1981, mas neste período, entre idas e vindas, atuei no Rio Claro, Palmeiras de São João, Flamengo de Varginha, Esportiva de Guaxupé, São José e Pinhalense. Renan Muniz - Quais eram suas principais características? Jota Lopes - Eu não era de marcar gols. Preferia fazer firulas, armar jogadas. Eu era um cara vibrante, de movimentação. Eu não aguentava ficar sem a bola...
A rivalidade entre clubes é uma das coisas que mais agita os torcedores. A expectativa para o jogo, a tiração de sarro, as batalhas dentro de campo. Ao longo da história da Caldense, inúmeros times proporcionaram duelos marcantes. Flamengo de Varginha, Atlético de Três Corações, Esportiva de Guaxupé, Alfenense, Trespontano, Vulcão. Mas nenhum desses confrontos chega aos pés da rivalidade com o Rio Branco de Andradas Futebol Clube. Conheça a história dos confrontos entre Rio Branco de Andradas e Caldense (Foto: Acervo AAC) O "Azulão", como era conhecido, foi fundado em 1948 e se dedicou ao futebol amador até 1985, quando decidiu se profissionalizar. Em 86 disputou a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro e se sagrou vice-campeão, conquistando o acesso para o módulo I de 87. Começava ali, um dos maiores embates que o futebol de Minas já viu. Quarenta quilômetros separam Poços de Caldas de Andradas. As cidades exercem papéis importantes no Sul de Minas. Mas devido à fa...
Coleção de posteres feitos pelo torcedor Renan Muniz da Lama Verde reunindo a seleção dos melhores jogadores da Associação Atlética Caldense de todos os tempos. Em pé: Paulo Roberto, Gilberto Voador, Maxsuel, Buzuca, Orlando e Neto. Agachados: Casagrande, Zezinho, Aílton Lira, Augusto e Jota Lopes. Técnico: Léo Condé. Em pé: Jânio Joaquim, Paulão, Paulista, Arnaldo, João Preto e Armando. Agachados: Alfredinho, Ganzepe, Natal, Carioca e Luiz Eduardo. Técnico: Zezito. Em pé: Carlos Roberto, Rodrigo, Luiz Carlos Beleza, Fábio Paulista, Ismael e Camilo. Agachados: Jeremias, Cafuringa, Mirandinha, Magú e Gustavinho. Técnico: Carlos Alberto Silva.
Morreu no último sábado (26), em Varginha, o Padre Pedro Meloni Neto aos 88 anos, em decorrência de Leucemia. Pedro vestiu a camisa da Caldense nos anos 60 e foi convidado algumas vezes nos últimos anos para abençoar o elenco alviverde durante os campeonatos. Padre Pedro Meloni nos anos 1960 e 2010. Meloni jogava bola desde criança. Entrou para o seminário aos 12 anos e posteriormente se tornou padre. Em um amistoso no ano de 1961 entre professores e alunos de uma escola estadual de Poços de Caldas, marcou três gols na vitória de seu time por 5 a 2. Isso chamou a atenção dos dirigentes da Caldense, que o contrataram logo em seguida. Manchete relata a contratação da Veterana Com isso, recebeu o apelido de "Padre Artilheiro" e foi manchete em jornais de todo o Brasil. Meloni era muito querido pelos companheiros de time. Pois além de ser um bom atacante, ajudava a motivar os atletas com suas orações antes dos jogos. Como lembra o ex-jogador Laércio de Paula: "El...
Marcus Vinícius, o “Marcão”, nasceu em Divisa Nova-MG e se mudou para Poços de Caldas ainda no início de sua adolescência. Oriundo do futebol de salão, jogou pela GM Costa e logo passou a fazer parte do juvenil do futebol de campo da Caldense. Teve sua chance no profissional, se destacou e sua carreira deslanchou. Vestiu a camisa e foi capitão de grandes clubes brasileiros como Cruzeiro, Grêmio, Atlético-PR e Ponte Preta. Conquistou inúmeros títulos e levou o nome da Veterana a nível nacional. Renan Muniz e Marcus Vinícius durante a entrevista. Quais eram suas principais características como jogador? Eu atuava como primeiro volante. Marcava bem, não era muito veloz, mas tinha uma técnica apurada. Conseguia passar a bola com qualidade e me impunha muito. Por ser alto, levava vantagem nas bolas aéreas. Às vezes ajudava o time com gols de cabeça e chutes de média distância. Nunca fui um craque, mas sempre fui um bom jogador. Os volantes não aparecem muito para a torcida, mas ...
Milton é daqueles jogadores que exalam garra, raça e vontade. Não a toa, recebeu o apelido de Tanque. No Campeonato Mineiro de 2004 a Caldense foi Campeã Mineira do interior e ele foi um dos destaques do time. Marcou seis gols, três deles obras-primas. Escreveu seu nome na história da Veterana por marcar o tento da vitória contra o Cruzeiro de Luxemburgo e companhia. Teve passagens marcantes por Villa Nova, Avaí, América-MG e Ponte Preta. Atuou ao longo da carreira por 27 equipes e hoje mora em Conceição do Mato Dentro, há 165 km de Belo Horizonte, onde coordena um projeto social. Nesta entrevista, o ex-jogador conversou com Renan Muniz via vídeo conferência. Outro dia vi uma entrevista sua, na qual você fala que morava em uma casa sem energia elétrica, sem TV e que seu grande sonho era poder melhorar as condições de vida da sua família. Felizmente, alguns anos mais tarde você conseguiu realizar seu sonho, se tornou um grande jogador e chegou ao ápice da carreira em 1997, quando...
Proveniente do futsal, Alexandrino Ribeiro possuía raciocínio rápido e se dava bem quando a marcação apertava e o deixava com pouco espaço. Tinha facilidade para driblar, batia bem na bola e chegou a ser o cobrador oficial de faltas e pênaltis da Caldense. Criava grandes jogadas pelo meio e pelas pontas. Vestiu a camisa da Veterana entre 79 e 85. Renan Muniz e Alexandrino durante a entrevista Como foi o início da sua carreira no futebol? Nasci em Raul Soares-MG e aos seis anos me mudei pra Belo Horizonte. Comecei a jogar futebol de salão no Cruzeiro aos nove e joguei até os dezessete. Passei por todas as categorias de base, onde fui campeão várias vezes. Em 78 passei a treinar no juvenil do futebol de campo da equipe celeste com o João Francisco. No ano seguinte, quando ele veio pra Caldense, me trouxe junto. Como foi sua trajetória na Caldense? Alexandrino fala sobre sua carreira Cheguei aos dezoito anos, precisamente no dia 26 de março 79. Fiquei nas divisões de ...
Entrevista com Augusto O ponta-direita, o artilheiro, o motorzinho Renan Muniz Arquimedes Augusto de Aguiar Júnior nasceu em Tambaú-SP, onde começou sua carreira. Atuou por Santos, América, Desportiva de Vitória e Esporte Clube União. Mas foi na Caldense que se consagrou e virou lenda. Vestiu a camisa alviverde de 1974 a 1979 e 1984. Se tornou um dos maiores artilheiros da história da Veterana e é considerado o melhor ponta-direita de todos os tempos do clube. Confira na íntegra a entrevista de Renan Muniz com Augusto Que alegria receber você aqui em Poços de Caldas para registrar um pouco da sua carreira, boa tarde! Boa tarde. É um prazer imenso estar aqui com vocês para falar um pouquinho sobre a Veterana, uma associação que a gente tem um carinho muito grande. Obrigado pela oportunidade e estou à sua disposição. Como foi sua chegada à Caldense? Eu cheguei na Caldense em 1973. A Veterana foi com o time amador à Tambaú para jogar contra o time ...